
Quando fui no ano passado assistir ao segundo filme da série Piratas do Caribe não esperava nada demais, pois já tinha odiado o primeiro. O fato de chegar atrasado no Cinema e ter que sentar no chão para não ter que esperar por outra sessão também não ajudava muito. E como dificilmente mudo de opinião, até que surpreendi por ter gostado do filme. Apesar de alguns aspectos mal resolvidos foi uma grata surpresa, afinal , o mínimo que esperamos de um filme pipoca é diversão. E isso o filme trazia.
Um ano depois, mesmo já me esquecido de vários pontos da trama anterior , fui enfim ver a conclusão dessa primeira trilogia da série. Mas o raio não caiu duas vezes no mesmo lugar. Não que esperava muito, ainda mais de um filme dirigido pelo Gore Verbinski (O chamado 1 e 2 , um Ratinho encrenqueiro), mas não esperava que fosse pior que o primeiro.

De cara, é um filme muito chato ! Se no segundo as criticas eram da excessiva duração ,que particularmente não me incomodou, pois o filme trazia humor e boas doses de ação (algo bem Indiana Jones, bem feitas) nessa terceira (e confusa) parte pode se dizer o mesmo, mas sem as atenuantes das cenas e do humor.
O filme é muito mal dirigido. Verbinski é um pessimo diretor. Não sabe como editar uma cena e não consegue trasmitir nenhuma emoção em vários momentos e me parece mais preocupado com os efeitos especiais do que outra coisa (deveria tomar aula com Spilberg ou Peter Jackson). Até a fotografia as vezes é mal usada, azulada e com excesso de informações em cena, tornado tudo muito confuso.
Confuso aliás é o roteiro. Se no começo do filme ainda temos a motivação de ver o resgate da personagem de Johnny Depp , depois que o mesmo ocorre, mais ou menos em meia hora de filme, não se sabe direito para que torcer no filme. Muitos personagens em cena, quase nenhum deles com motivações claras e as ridículas traições soam foradas ou feitas só para "encher linguiça" (e olha que nem precisaria disso em um filme de mais de duas horas e meia de duração).
Claro que o filme acerta em alguns momentos, como a cena de delírio do personagem de Jack Sparrow e a batalha de navios final, mas já é tarde demais para isso. E a personagem Calipso (apesar de uma cena bem feita qdo ela é invocada no final) é totalmente desnecessária á trama. Ficaria melhor se fosse no segundo filme, onde a história estava mais fresca em nossas cabeças.

De bom , a participação de Keith Richards (inspiração confessa de Johnny Depp para a composição da sua personagem) como o pai de Jack Sparrow. Boa maquiagem e rouba a cena, tocando até violão. E falando de Depp, desta vez ele está mais contido ainda do que no segundo, tornando a sua personagem menos memorável.
Alias, o filme é repleto de bons atores como Jonathan Pryce, Geofrey Rush, Bill Night,Chow Yun-Fat mas infelizmente traz como herói Orlando Bloom, um dos atores menos carismático e canastrão dos ultimos tempos. Se funcionava em O senhor dos Aneis era por que seu papel lhe caia bem, mas aqui prova que é um péssimo ator. Tomara que não aparece nas demais continuações (embora tenha minhas duvidas quando a isso, mesmo o filme dando a entender que não).

Bem, por enquanto está sendo um ano bem fraco já que suas principais apostas (Homem Aranha e Piratas) estão sendo decepções. Resta um terceiro Shrek para salvar as espectativas, embora não tenha o menor interesse de assistir nos cinemas.
Por fim, como todos acham o primeiro o melhor e o segundo um porre (de rum), vou mudar minha opinião (mas só em relação o segundo). A maioria deve estar certa, o segundo é chato. E acredito que vou morrer sem entender o sucesso dessa série. Fazer o que ?
Nenhum comentário:
Postar um comentário